Numa determinada altura da minha vida conheci-Te.
Estava intimidada: emprego novo, função desconhecida e de responsabilidade. Tive sorte, muita sorte...
Não é no trabalho que se conhecem as melhores pessoas, mas existem excepções a comprovar a regra. Depois do desamparo, do desânimo, da desilusão, de uma equipa individual.
Logo na primeira reunião enganei-me a escrever o Teu nome. Não foi o melhor começo, eu sei, desculpa...
Vimos trapezistas, equilibristas, domadores e feras, enfim, um sem número de artistas de variedades distintas, algumas desconhecidas, julgadas mesmo impossíveis.
Vimos fome, desespero e lágrimas... Nunca vou esquecer o desespero de alguém que luta por manter o seu emprego, ao ponto de se esquecer de si mesmo. Nunca vou esquecer alguém com filhos, com renda, água, luz e gás para pagar e que, de repente, tem apenas salários em atraso e desemprego.
Mas também vimos sorrisos de criança em rostos de adulto. Vimos dançar e ouvimos cantar (bem mal por sinal!).
Sinto muitas saudades...
Do que fazíamos...
Do companheirismo...
Da amizade...
Apoiaste-me, alertaste-me, ensinaste-me...
MUITO!!!
Marcaste-me...
Afinal trabalhar pode ser bom. Afinal existem pessoas boas que trabalham connosco, não contra nós...
Obrigada, Christiane!
