terça-feira, 11 de maio de 2010

On/Off

Gostava que cada um dos meus pensamentos tivesse um botão "On/Off"...
Neste momento, optaria por desactivá-los a todos!...
Quadro geral: OFF!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Para Ti :)

Numa determinada altura da minha vida conheci-Te.

Estava intimidada: emprego novo, função desconhecida e de responsabilidade. Tive sorte, muita sorte...

Não é no trabalho que se conhecem as melhores pessoas, mas existem excepções a comprovar a regra. Depois do desamparo, do desânimo, da desilusão, de uma equipa individual.

Logo na primeira reunião enganei-me a escrever o Teu nome. Não foi o melhor começo, eu sei, desculpa...

Vimos trapezistas, equilibristas, domadores e feras, enfim, um sem número de artistas de variedades distintas, algumas desconhecidas, julgadas mesmo impossíveis.

Vimos fome, desespero e lágrimas... Nunca vou esquecer o desespero de alguém que luta por manter o seu emprego, ao ponto de se esquecer de si mesmo. Nunca vou esquecer alguém com filhos, com renda, água, luz e gás para pagar e que, de repente, tem apenas salários em atraso e desemprego.

Mas também vimos sorrisos de criança em rostos de adulto. Vimos dançar e ouvimos cantar (bem mal por sinal!).

Sinto muitas saudades...

Do que fazíamos...

Do companheirismo...

Da amizade...

Apoiaste-me, alertaste-me, ensinaste-me...
MUITO!!!

Marcaste-me...

Afinal trabalhar pode ser bom. Afinal existem pessoas boas que trabalham connosco, não contra nós...

Obrigada, Christiane!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

São muitos os Velhos do Restelo

É tempo de acordar. Sou equilibrista sem rede.

O público cerca o alvo da possível queda, não se aproxima, tem receio de ser atingido. Não se afasta e os seus olhos estão fixos em mim. Com curiosidade e desconfiança, mascara o desejo de que a queda se concretize. Alguns admitem essa vontade, outros, por acharem não ser pensamento digno de uma natureza "boa", contrariam, oprimem, lutam "contra natura". Mas o desejo está lá, secreto, aguardando o habitual sinal de fraqueza humana, para mostrar o seu verdadeiro carácter, a indomável força de se impor.

E eu, caminho sobre a corda, tão fina quanto comprida, nada esticada, a sorrir com malvadez porque sabe, irei colocar um pé em falso.

Aqui não se ouvem aplausos e há até quem agite os mastros que suportam a corda.

Estranhamente, sinto confiança. Sinto os pés resvalarem sobre a corda mas, sorrio sem cair (pelo menos para já) e não baixo os olhos, nem por um instante.

Não vejo o fim da corda. Não penso em voltar ao sofá que me acena lá em baixo.

Sinto-me capaz de derrubar o espírito do Velho do Restelo...

mesmo que não o seja...