"Automat" by Edward Hopper (1927)
Passo os dedos esguios pelos cabelos, soltam-se suspiros de cansaço nos escassos tempos claros. Procuro letras que descrevam o que espero: é o que não espero...
Na chávena de café, vejo reflectida a memória de aroma quente, o branco reflectido no escuro. Trago o aroma negro, sentindo-lhe as notas silvestres, frescas que desvendam a vergonha que me tapa os olhos. Tateio as teclas de algodão, doce paladar que me turva o sentir...
Invoco a esperança que me quer deixar, suplico-lhe...
Na chávena de café, vejo reflectida a memória de aroma quente, o branco reflectido no escuro. Trago o aroma negro, sentindo-lhe as notas silvestres, frescas que desvendam a vergonha que me tapa os olhos. Tateio as teclas de algodão, doce paladar que me turva o sentir...
Invoco a esperança que me quer deixar, suplico-lhe...


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