quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Saudade

 
 
"Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
 
Chega de saudade
A realidade é que sem ela não há paz
Não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
 
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca
 
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim
 
Não há paz
Não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
 
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim
 
Não quero mais esse negócio de você longe de mim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim"
 
by Tom Jobim

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

The end

 
 
 
Porque às vezes o tempo revela o pior de si...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Aos poucos...

O dia não ajuda. O cinzento do céu inunda até a alma mais distraída.

Com um ar macambúzio, chego ao escritório contigo. Digo-te: “Não me apetece nada!”. Não me respondes…

Bebo um café para afastar o sono e começo a escrever: nada. Sete horas e meia de vazio que custam a passar e atormentam os meus dias úteis totalmente inúteis.

Limito a minha mente como refúgio. Se alguma vez soube o que queria, esqueci.

Todos os dias morro um pouco.

 
Até quando haverá "poucos"?

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Em mim

Procuro definir o sentir de alma desde então, o que parece ser um desafio intransponível:
 
Amor...
 
E será?
 
Há uma vontade inquestionável de Te ver todos os dias. Mesmo os piores acabam por revelar um pormenor desconhecido de Ti, um gesto, um olhar, uma epifania sobre o sentido da vida. O apressar dos dias, os passos corridos, um chá quente, o conforto do abraço da noite, o beijo de cama...
 
A lucidez por momentos...
 
Deixo o existencialismo, sinto o regozijo...
 
A vida é aleatória...
 
Aleatoriamente, surgiste no meu caminho.
 
 
Agora longe, sempre em mim.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Vintage desktop: Phone by Michael Mullan

Madrugada

As notícias trazem do lado de cá a vontade de ir… Fujo ao tempo que aguarda o silêncio ensurdecedor de uma boca amordaçada.
 
Fecho as janelas, tranco as portas.
 
Quero muito voltar a ver o sol…

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Despertar

Quebro o jarro de loiça azul. No chão, a água afunda o tempo. O relógio pára.

O bule acorda as violetas do quadro pendorado no olhar distante. Aroma da manhã de um dia branco, onde escrevemos o nosso tempo em palavras corridas.

Estático. Guardo na gaveta o sentir que quero sentir, sempre...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cela

O Homem não é livre a partir do momento que tem consciência, pois esta nada permite que não seja ponderado, pensado e ajustado.
 
E quando chega atrasada, traz a culpa de braço dado. Juntas sufocam a alma e matam sem piedade qualquer resquício de liberdade.
 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Memórias de giz

"Orsay clock" by Tom Artin
 
Há um sorriso no Teu ombro nú, moreno...
 
Os Teus lábios tocam, roçam nas palavras e beijam a suave seda dos corpos fundidos.
 
Há um sorriso nos lençóis de carícias tecidas.
 
Há luz no quadro que pinto de Ti...


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Estático

"Change for dollar" by Frank Morrison
 
Ás vezes sinto esta vontade. Mas é apenas isso.
 
Vontade não acompanhada. Vontade que nasce, cresce e morre só. Tão só quanto o silêncio que mora nas almas vagabundas e transeuntes deste mundo.
 
Mas não nos dispersemos no vasto universo do pensamento. A vontade por si só não vale nada, não acresce qualquer coisa, não move os comboios que transportam a mudança para outro lugar. É uma promessa por cumprir que depressa cai no abismo, sem conseguir sequer agarrar-se à esperança que se desvanece nas conversas das gentes perdidas na vida sem sentido.
 
A vontade engana o verdadeiro querer...

sábado, 18 de agosto de 2012

Cérebro em vácuo

Corro os canais num zapping corrido. Desligo a tv.
 
Abro o livro que há muito quero ler. As letras misturam-se, formam palavras que não compreendo, mundo absurdo do estrangeiro retornado do universo adormecido.
 
Universo adormecido... Mar monotonamente doce:
 
- Acordar ao sabor das notícias dos outros;
- Chegar...
- Apanhar o comboio do fim de tarde desejado;
- Jantar...
- Tv...
- Tertúlia...
- Adormecer...
 
...contigo...