quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ausência

Escrevo palavras soltas, sem nexo, assim como a vida é escrita em tons maiores de absurdo. Numa fuga ao quotidiano, num refúgio ao caminhar sobre o arame, descanso por momentos da lucidez insana habitual, no vento que acaricia a folhagem das árvores, e sinto uma paz utópica. Procuro-te em vão... Difundes-te agora nos grãos de areia quente do continente africano... Sinto a tua dor como minha e, o teu sacrifício revela o que de melhor tens e a força desconhecida. Trazes o mundo na palma da mão e decifras os códigos de gentes comuns em culturas diferentes. E em tom de desabafo, dizes baixinho o teu estado de sentir... Num gesto inútil de saudade, abraço as tuas palavras que se perdem nos meandros do meu ser. E no absurdo de mais um dia, perco-me na tua ausência...

4 comentários:

Indivíduo disse...

Sinto-me tocado nas tuas palavras, e sinto-me especial, apesar do toque triste da ausencia, o importante e esencial está na memória.

Um grande beijinho, espero que este espaço continue cheio de olhares e pensamentos, assim como tu.

Alexandre disse...

"perco-me na tua ausência..."

Uma frase que diz tudo, fico à espera do prazer de poder ler mais ;)

Candida disse...

Parabêns, espero que continues....

Unknown disse...

A vida é feita de ciclos e das ocasiões menos boas nascem momentos felizes...é essa também a minha esperança!!!!
Gostei muito das palavras que escreveste...que sei fazerem parte da tua essência e do teu "sentir"...