Pousada sobre a mesa, a minha mão. Os dedos, apontam linhas que se afastam no horizonte.
A primeira mostra os olhos fechados da madrugada, a pureza do cantar dos melros que anunciam o nascer de mais um dia.
Outra, desliza até ao cantar do vento. Traz no cabelo, soltas, as folhas amarelas, vermelhas e castanhas, já maduras, sofrimento desenhado.
A terceira... Colhe as uvas, faz o vinho, frutos de um ano vindouro, dourado.
A quarta, diz-me para não revelar os seus segredos, quer guardar todo o sentir, memórias, num baú metamorfoseado em sólida rocha mármore.
A sensatez da quinta revela a sabedoria da idade, simplesmente não se manifesta.
Linhas que vêm do horizonte...
Juntas, numa mão...

Sem comentários:
Enviar um comentário