Ontem foi um dia assim...
Sentei-me no banco de verga e abri algumas das gavetas da cómoda das memórias.
Que desarrumação! Gavetas torcidas, mal fechadas, cheias de momentos desorganizados na confusão dos instantes de lucidez. Há fotografias misturadas com poemas, frases soltas, aromas a outono e a jardins em flor...
Há dias únicos...
Há um jantar a meia luz, em tons quentes de verão... Há olhos doces no regozijo do (re)encontro... Há poesia nos gestos expressivos, desencontrados das palavras... Há umas sandálias douradas que percorrem na noite, as ruas de Lisboa... Há brincadeiras que soltam momentos indeléveis... Há muitos beijos recusados, um beijo dado... Há palavras duras, e há palavras meigas... Há dedos entrelaçados e o desejo sonhado... Há um “olá” na despedida e um sorriso perene que adormece connosco...
Porque há dias assim...
Sentei-me no banco de verga e abri algumas das gavetas da cómoda das memórias.
Que desarrumação! Gavetas torcidas, mal fechadas, cheias de momentos desorganizados na confusão dos instantes de lucidez. Há fotografias misturadas com poemas, frases soltas, aromas a outono e a jardins em flor...
Há dias únicos...
Há um jantar a meia luz, em tons quentes de verão... Há olhos doces no regozijo do (re)encontro... Há poesia nos gestos expressivos, desencontrados das palavras... Há umas sandálias douradas que percorrem na noite, as ruas de Lisboa... Há brincadeiras que soltam momentos indeléveis... Há muitos beijos recusados, um beijo dado... Há palavras duras, e há palavras meigas... Há dedos entrelaçados e o desejo sonhado... Há um “olá” na despedida e um sorriso perene que adormece connosco...
Porque há dias assim...

1 comentário:
O pior é quando as memórias que teimam em surgir na nossa mente são aquelas que só nos magoam, que nos tentam afogar... e aí só nos resta deixarmo-nos ir ou então lutar para ficarmos à tona.
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