segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sede

Do meu punho fechado saem grãos de areia. Trazem gravados instantes, fracções de segundo... São fotografias de tempos partilhados, tempos que escorrem lado a lado num mesmo sentido, numa distância entre si onde as mãos não chegam...

No imenso areal sobressaem aqueles instantes, aqueles dias abraçados pela memória, a miragem de um oásis no horizonte, no meio de tantos outros grãos de areia a formarem um deserto... Surges Tu a desfrutar das águas frescas que abundam, das frutas maduras, doces e sumarentas que se desfazem no teu olhar profundo e as tâmaras satisfazem os paladares mais gulosos.

Percorro o deserto sozinha... Tanto calor... Tanta sede...

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